O dia amanhecera chuvoso, quase ameaçando tempestade. A noiva, tão linda que era, mesmo não precisando, tinha marcação no cabeleireiro e, sem dúvida, ainda brilharia mais com seus olhos verdes de princesa primaveril! A manhã foi longa, arrastou-se por entre tímidos assomos do sol até à hora da cerimónia.
Junto do altar, naqueles minutos de espera, tão breves mas, tão longos, os momentos felizes e marcantes do seu namoro tão lindo ali, presentes, vivos: a primeira troca de olhares, tímidos, meio envergonhados mas profundos, daqueles que marcam para a vida; os primeiros passeios, às escondidas, mãos entrelaçadas em recantos de jardim; os segredos apaixonados, as promessas de amor eterno, os sonhos partilhados, os anseios e as dúvidas, as dolorosas saudades nas separações a que as voltas da vida já haviam obrigado, os raros arrufos de amor, os primeiros beijos e abraços, a sede de entrega plena, os projectos que se começaram a construir a dois… um filme, qual conto de fadas, passando apressado à sua frente, ali mesmo!
Finalmente, a visão mais ansiada: ao fundo da igreja, a noiva, encantadora, deslizando feliz no seu vestido de princesa, com os sobrinhos do noivo de meninos das alianças a segurar-lhe o véu longo e, tão brevemente, o sonho há tanto acarinhado, realizado: “Sim, quero!”… “Sim, quero!”… e, para a vida toda, toda uma vida em mútua doação!
Passaram trinta e sete anos! Hoje, num raro olhar para trás, seriam muitas as bobines necessárias para reproduzir, como em filme, todos os momentos conquistados nesta caminhada, os melhores, os menos bons, os piores – na vida a dois cada dia, todos os dias, um novo desafio, um repetido apelo à renovação dos votos: em cada filho, em cada conquista, em cada dificuldade, em cada perda… sempre novas oportunidades para recomeçar, como se fosse o primeiro dia, como se pudesse ser o último!
Passaram trinta e sete anos e, como o primeiro dia, este dia é único e irrepetível: como em cada manhã desta vida partilhada contigo, hoje é dia de dizer, com a mesma força, com mais força ainda, se possível:
“Sim, quero!”… “Sim, quero!”… ainda e sempre!

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. eis a prova mais do que provada de que o sonho é ampla.mente concretizável .
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. basta querermos .
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. os meus parabéns pela fulgente elaboração do texto .
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. um abraço . sentido .
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Olá, Joaquim!
Com três dias de atraso, associo-me aos que chegaram antes de mim para lhe dar os parabéns por este dia. Que bom que é olhar para trás e poder fazer esse balanço a já tantos anos de vida juntos. Que façam muitos mais!
O texto está muito bem escrito – à altura do acontecimento.Parabéns!
Abraço amigo.
Vitor
E nós de cá nos emocionamos e parabenizamos ao casal, por saberem conduzir a vida com esse amor tão vívido!
Beijos aos dois!
Quicas, boa noite!
O amor é isto mesmo, de outra forma não podia ser amor!
Acho linda a forma como o descreve e, mais lindo ainda, ver os votos renovados com a mesma intensidade e fervor.
Beijinho,
Ana Martins
Um texto de amor belíssimo.
Gostei muito.
Caro amigo, parabéns pelos teus 37 anos de casamento. E que assim continue pelo menos por outros 37 (estarei a pedir muito…?).
Um abraço.
Gosto do calor que aqui se sente …
Parabéns pelo novo visual, amigo Quicas.
Beijinho
Querido Quicas,
Trinta e sete, né? Tempo tão pouco, história tão tanta… Sempre me pergunto sobre a melhor referência de tempo: Somos nós os estáticos e ele que passa por nós? Ou somos nós que caminhamos sobre uma linha de tempo estática? Não sei, amigo… Só sei que prefiro passar pelo tempo tendo coisas boas, como as suas, pra lembrar.
Meu carinho, (aos dois)
Anderson Fabiano
Querido amigo, lindo poema , linda forma de amar. Beijocas
Permita-me a mim, também, parabenizar-vos não pelo dia, mas por esse sentimento que nos provoca uma invejazinha saudável.
Desta vez atrevo-me a um beijo, dividido pelo casal. : )
Ana
é assim o Amor, é para sempre!
parabéns Joaquim, adorei!
beijo.