ternura

Desvio dos teus ombros o lençol
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada…
Olho a roupa no chão: que tempestade!
há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio…
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo…
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão Ferreira
Foto: Google Imagens
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26 responses to “ternura

  1. Ol´quicas. Não conhecia, mas que belo cântico dos cânticos…Muito, muito belo.Abraço da laura

  2. Amigo um poema que é uma ternura, excelente escolha.Tenha um sereno e feliz fim-de-semana.bjs do tamanho do inifitoMaria

  3. Amigo Quicas!Estive aqui há pouquinho e não reparei, nem li o comentário da minha querida Loli!Posso oferecer-lhe um presentinho?Vou prepará-lo, estará lá na Galaria de Selos Na Casa do Rau, fará com ele o que bem entender.Que bom saber que, de algum modo, promovo a aproximação de gente boa. A Margarida é muito especial.Serão grandes amigos, também, eu sei!Mais beijinhosNá

Agora que "me" leu, se não for pedir demais, queira deixar algum "reflexo" da leitura! Obrigado E... volte sempre!

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