Do “in_er_te” para o “in_er_te”

 

https://www.euquicas.blogspot.pt/

Aos amigos e seguidores deste blogue no wordpress: volto para lembrar que regressei à casa inicial do blogue, no “Blogger”, com o mesmo título.

 

Mais uma vez lembro o “link” que, desde então, tem estado aqui ao alto da barra lateral, na esperança de vos receber por lá!

 

Este espaço, em breve, será descontinuado!

 

Abraço-vos com a amizade de sempre. Até sempre!

 

Joaquim do Carmo

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2014 está no fim… FELIZ 2015!

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2014 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 1,000 times in 2014. If it were a cable car, it would take about 17 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

Sobressalto

Ragging Waters

(…) Passeavas-te, desapercebida, num rumo feito de imprevistos e surpresas, umas agradáveis, outras difíceis e indesejáveis. Enfunavas teus vestidos ao vento, soltos e atrevidos, quais velas enfrentando o desconhecido, em viagem sem começo e sem fim programado, ao sabor da corrente. Não davas pelo tempo, eras toda movimento e no baloiço das ondas desafiavas o destino, sem medo nem ansiedades controladas! No horizonte desdobravam-se reflexos coloridos, desafiantes, atraentes, convidativos…

De repente, como se batida por inusitada ventania, despertaste para a tua solidão, navegando uma dúvida impertinente e dolorosa: fora sonho ou pesadelo? (…)

© Joaquim do Carmo in “Nas Entrelinhas do Tempo” (excerto de texto – a publicar)
© Foto: “Ragging Waters” de Joana do Carmo

O Grão de Areia

era uma vez
um ínfimo grão de areia

um daqueles triliões e triliões que, por ali,
na fronteira entre terra e mar, se unem
qual tapete dourado,
jogando às escondidas
com o sol,
a espuma das águas salgadas,
os recantos mais íntimos
de enlaçados, descuidados amantes,
os castelos que inocentes mãos deixam ao tempo,
espelho vivo de contos,
histórias de sereias e fadas
jamais sonhados…

um daqueles que, qual exército
alinhado com o pó, em dura argamassa,
enforma casas, estradas ou templos
das belas cidades, criações do homem inquieto…

um daqueles que, cavados
na costa pelas ondas, ora suaves,
ora turbulentas,
se deixam embalar no seu vaivém constante,
indecisos
entre terra e mar…

um desses triliões e triliões
prendeu-se de amores pelo vento
e, embriagado com a sua leveza,
deixou-se levar, ar adentro,
numa infinda viagem, quiçá a mais bela,
mais longa e misteriosa,
buscando a liberdade!…

Joaquim do Carmo
in “Amanhecer pelo fim da tarde”,
Lua de Marfim Editora, Abril de 2013